Guarda Civil e Polícia Nacional reforçam vigilância no Caminho de Santiago
A província de Leão lançou o Plano de Segurança Jacobino 2026, um amplo dispositivo que visa reforçar a proteção, assistência e vigilância dos peregrinos que percorrem o Caminho de Santiago. A iniciativa, integrada no Plano de Turismo Seguro 2024-2027, procura garantir uma experiência segura numa das rotas de peregrinação mais importantes do mundo.

A operação foi apresentada em Mansilla das Mulas e contará com a participação da Guarda Civil e da Polícia Nacional, que implantarão patrulhas, unidades especializadas, drones, equipes de resgate, agentes de trânsito e Gabinete Móvel de Atendimento ao Peregrino. Além disso, este ano são incorporadas novas ferramentas tecnológicas que permitirão fazer reclamações telemáticas durante a própria peregrinação.
Os dados reflectem a crescente importância do Caminho na província. Durante 2025, mais de 55.000 peregrinos cruzaram Leão, número que confirma o crescimento do turismo religioso, das caminhadas e dos percursos culturais ligados ao património jacobino. As Forças e Corpos de Segurança realizaram mais de 6.300 ações relacionadas com segurança, assistência e prevenção ao longo do percurso.
Um dos aspectos mais notáveis do plano é a atenção às mulheres que completam o Caminho sozinhas. A campanha “Você não anda sozinho” volta a fazer parte do dispositivo por meio de ferramentas como o AlertCops e o sistema Guardián del Camino, que permitem o compartilhamento de localização com as forças de segurança e agilizam a resposta a qualquer incidente.

As autoridades sublinham que a incidência da criminalidade continua muito baixa em comparação com o elevado número de peregrinos que percorrem esta rota todos os anos. Este cenário faz do Caminho de Santiago uma das grandes referências internacionais em turismo seguro, condição fundamental para continuar a promover a chegada de visitantes nacionais e internacionais antes do Xacobeo 2027.
A activação do Plano de Segurança Jacobino 2026 reforça também a colaboração entre administrações, câmaras municipais, associações jacobinas, albergues e forças de segurança, consolidando o Caminho como um motor económico para as zonas rurais e uma das experiências de viagem mais valorizadas na Europa.















