Cada vez mais peregrinos decidem partilhar a aventura com o seu cão. Essas dicas podem fazer a diferença entre uma viagem inesquecível e uma experiência ruim.
Ele Caminho de Santiago É uma experiência de aprimoramento, amizade e descoberta. Para muitos peregrinos também é impensável empreender esta aventura sem o seu companheiro mais fiel: o seu cão.
Nos últimos anos, aumentou o número de pessoas que percorrem as diferentes rotas jacobinas com os seus animais de estimação. Porém, caminhar centenas de quilômetros com um animal exige um preparo especial para garantir seu bem-estar e aproveitar a viagem com total segurança.
Qualquer cachorro pode fazer o Caminho?
A resposta é não.
Antes de planejar o percurso, é aconselhável avaliar a idade, estado de saúde, tamanho e condição física do animal.
Filhotes muito jovens, cães mais velhos ou com problemas articulares, cardíacos ou respiratórios podem não estar preparados para enfrentar fases longas.
O melhor é fazer um exame veterinário antes de iniciar a viagem.
Treinamento também é importante
Assim como os peregrinos preparam as pernas durante semanas ou meses, os cães também precisam se acostumar com o esforço.
O ideal é começar com caminhadas progressivas, aumentando gradativamente a distância para fortalecer músculos e almofadas plantares.
Assim você evitará lesões na hora de enfrentar etapas de 20 ou 25 quilômetros.
Proteja suas patas
As almofadas são uma das partes que mais sofrem durante o Caminho.
O calor do asfalto, cascalho ou estradas rochosas pode causar feridas ou bolhas.
Leve sempre um pequeno kit de primeiros socorros para seu animal de estimação que inclua:
- Gaze e bandagens.
- Anti-séptico adequado para animais.
- Creme protetor para almofadas.
- Pinças para remover pontas ou pequenas pedras.
Verifique suas patas ao final de cada etapa.
Cinco minutos de revisão podem prevenir vários dias de dor.
Água, sombra e pausas
Os cães regulam a temperatura pior do que as pessoas.
Durante os meses de verão é fundamental evitar caminhar no meio do dia.
Faça pausas frequentes, procure áreas com sombra e ofereça água regularmente mesmo que o animal não peça.
Nunca espere até que ele esteja com sede.
Alimentação durante o Caminho
O esforço físico aumenta o gasto energético.
Muitos veterinários recomendam dividir a alimentação em várias pequenas refeições ao longo do dia e manter sempre a dieta habitual para evitar problemas digestivos.
Não se esqueça de trazer alguma recompensa energética para as etapas mais longas.
Procure acomodações “pet friendly”
Embora existam cada vez mais estabelecimentos que aceitam animais de estimação, nem todos os abrigos permitem animais.
Antes de iniciar cada etapa, é aconselhável confirmar onde você poderá dormir com seu cão.
Planejar a hospedagem com antecedência evitará surpresas no final do dia.
Respeite o resto dos peregrinos
Nem todas as pessoas se sentem confortáveis com os animais.
Mantenha sempre o seu cão sob controle, principalmente em áreas movimentadas, ao entrar em cidades ou ao passar por outros peregrinos.
Recolha sempre os seus excrementos e certifique-se de que não os incomoda durante os intervalos ou no alojamento.
O respeito também faz parte do espírito do Caminho.
A documentação essencial
Antes de sair não se esqueça de trazer:
- Certificado veterinário atualizado.
- Microchip identificado.
- Vacinas em dia.
- Desparasitação realizada.
- Número de telefone do veterinário de referência.
Também é aconselhável localizar clínicas veterinárias ao longo do trajeto que você vai percorrer.
Uma experiência que fortalece o vínculo
Quem já fez o Caminho com o seu cão concorda numa coisa.
Eles não apenas compartilham milhas.
Eles compartilham amanheceres, silêncios, cansaço, alegria e a emoção de chegarem juntos a Santiago.
O vínculo entre os dois fica ainda mais forte.
Muitos peregrinos afirmam que passear com seu animal de estimação os ajuda a aproveitar mais o presente, reduzir o estresse e se conectar com a natureza. 
O Caminho também é seu
Cada seta amarela leva a Santiago.
Mas também criou centenas de momentos que você lembrará para o resto da vida com seu companheiro de quatro patas.
Se preparar bem a aventura, respeitar as suas necessidades e ouvir o seu ritmo, o Caminho pode tornar-se uma experiência inesquecível para ambos.
Porque no final das contas não importa se você anda com botas... ou com quatro patas.
O importante é chegarmos juntos.
















