No auge do município da Corunha de Melide, ele Caminho de Santiago —especificamente, o francês— passa pela porta da oficina Borboriño. Lá, Sandra Alderey e sua equipe fazem a mágica de transformar o leite que eles próprios produzem em sua fazenda em sorvetes artesanais. A própria Sandra diz isso com orgulho: «É o único sorvete que se faz no Caminho de Santiago. Passa pela nossa porta e os peregrinos nos veem como o fazemos.
Às vezes, nos piores momentos, surgem as melhores ideias e foi isso que aconteceu com elas. Há quase uma década, eles viram o necessidade de se reinventar em “uma daquelas inúmeras crises do setor lácteo”, para dar escoamento e “valor acrescentado” a parte do leite que produziam. A sua quinta está localizada na região de Arzúa-Ulloa, onde o queijo já era “muito explorado”, por isso, em 2016, decidiram e lançaram-se no universo dos gelados.
A própria Sandra supervisiona cada fase da produção, desde a extração do leite até o sorvete ser distribuído e chegar às mãos do consumidor final, seja em uma das grandes lanchonetes que abastecem ou nas vitrines de suas próprias lojas em Melide, Sobras, Bertamiráns y Para Corunha.
Para ela, isso significa “unificar” o processo e é a chave para que “quando o cliente o receba, seja de qualidade e se diferencie de todos os demais”. «Borboriño é tudo: desde o leite da quinta até quem o vende na vitrina, além da oficina de Melide e, claro, do cliente. “Borboriño é o que somos, é uma família”, alega Sandra.
Mas onde ela passa a maior parte das horas é na oficina de Melide. Lá euEles pegam o leite direto da fazenda, pasteurizam e fazem a base do sorvete, ao qual, dependendo do sabor, são adicionados diferentes ingredientes antes de moldá-lo. O processo é completado pela “mão que faz o gelado, que tem de tratar aquele produto com cuidado, carinho e profissionalismo” e, por fim, “a mão que vende o gelado numa montra”.
FONTE: A VOZ DA GALIZA















